Com o crescimento da economia brasileira, incrementado a partir do Governo Lula, a cidade de Muritiba, como a totalidade das cidades brasileiras, tem registrado um aumento significativo no número de veículos automotores.
O último censo do IBGE, feito no ano passado, dá conta de que existe em nosso município cerca de 2.500 veículos, entre automóveis e motocicletas, a maioria dos quais circulando na área urbana.
O tráfego, outrora bastante tranquilo e com a movimentação de poucos veículos, dá lugar hoje, em certos momentos, a uma movimentação intensa, tanto de carros quanto de motocicletas e a cidade não se aparelhou para esta nova realidade.
O despreparo, a falta de visão e mesmo o desleixo de nossos administradores, deixou Muritiba sem qualquer regulamentação de trânsito, o que causa uma série de problemas no setor.
Ela pode ser considerada um das poucas cidades do recôncavo baiano que não tem sinalização de trânsito. Andando pela suas ruas, as únicas placas que existem, são em frente às duas agências bancárias, onde é proibido estacionar e parar veículos automotores, sendo ambas solenemente desobedecidas pelos condutores de veículos.
Os inúmeros cruzamentos viraram genuínas “roletas russas” e é um verdadeiro milagre que ainda não tenha acontecido um acidente de graves consequências, especialmente naquele cruzamento entre as ruas Ramiro Costa e Rui Barbosa, um dos locais onde é maior o fluxo de veículos.
Bem no centro comercial da cidade, para complicar mais ainda, a atual gestão promoveu uma modificação na Praça Clementino Fraga, eliminando a via que existia em frente à atual Cesta do Povo, antiga loja Três Américas. Com isso, os veículos que vêm da Praça da Matriz pela rua Castro Alves, em direção à Prefeitura, são obrigados a fazer uma “tesoura” quase em frente à loja JR, cruzando obliquamente dois sentidos de fluxo de tráfego, causando assim enorme risco de colisão quando o movimento é mais intenso.
Na Caixa D’Água, outra excrescência criada pela prefeitura é um canteiro construído em frente ao posto de gasolina, que só dificulta o trânsito na região.
Outro problema diz respeito ao estacionamento de veículos. Neste particular a cidade é um verdadeiro caos. Dois dos piores exemplos são as ruas Ramiro Costa e Rui Barbosa, onde estacionam carros em ambos os lados daquelas vias, restando espaço apenas para o tráfego em um sentido, obrigando que um dos condutores pare para que o outro possa passar. Isto é algo inconcebível em uma cidade bem administrada.
Além de tudo que foi dito, nas ruas de Muritiba trafega-se em altas velocidades e as bicicletas andam sobre passeios e praças. A rua Dr. Pedro Côrtes é um dos locais onde isso acontece diariamente. Lá os motociclistas fazem dos quebra-molas verdadeiras rampas para os seus saltos, especialmente à noite, causando imenso risco ao transeuntes e residentes, especialmente aqueles que ainda colocam cadeiras nos passeios à frente de suas casas, para a tradicional confraternização com parentes e amigos durante as noites quentes de verão.
Há urgente necessidade de que o prefeito adote providências para promover o disciplinamento do trânsito, com a sinalização de todas as ruas da cidade, estabelecimento de velocidade máxima nas vias e, principalmente, fomentar a criação de um aparato de fiscalização do setor, sem o que não haverá resultados concretos para a municipalidade, especialmente a mitigação dos riscos de acidentes que estão na iminência de ocorrer.
É preciso que nosso prefeito tome como exemplo a cidade de Cruz das Almas, que ele conhece sobejamente, onde as ruas são todas sinalizadas e há fiscalização do trânsito. Para isso, não precisa ter muito talento, basta vontade política, ação e vergonha na cara!
José Roberto Rocha da Silva
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